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Tecnologia

A internet está mudando para receber um novo tipo de usuário: a inteligência artificial

Agentes de IA já conseguem navegar por páginas, acessar ferramentas e executar tarefas. A evolução pode mudar a forma como empresas desenvolvem seus sites.

Omi Tecnologia10 de setembro de 2026 2 min de leitura
Capa do artigo A internet está mudando para receber um novo tipo de usuário: a inteligência artificial

Por muitos anos, criar um bom site significava pensar principalmente em duas coisas: quem iria acessar a página e como o Google encontraria aquele conteúdo.

A inteligência artificial adiciona um novo elemento a essa equação.

Agentes de IA estão ganhando capacidade para navegar pela internet, consultar informações, utilizar ferramentas e executar tarefas com cada vez menos intervenção humana.

Essa evolução pode transformar a própria maneira como a web é construída.

O que são agentes de IA?

Chatbots tradicionais funcionam principalmente por meio de perguntas e respostas.

Os agentes avançam alguns passos.

Eles conseguem receber um objetivo, definir etapas e utilizar diferentes ferramentas para concluir uma tarefa.

Um agente pode, por exemplo, receber a instrução para pesquisar hotéis, comparar preços, verificar avaliações e organizar as melhores opções.

Em ambientes corporativos, essa capacidade pode incluir acesso a sistemas internos, documentos, bancos de dados, e-mails e plataformas de gestão.

O tema já ocupa espaço relevante entre as grandes empresas de tecnologia e também ganhou destaque recente no TecMundo, que classificou as IAs agênticas como uma nova fase da tecnologia.

E o que os sites têm a ver com isso?

Praticamente tudo.

Para executar tarefas na internet, esses agentes precisam entender as informações disponíveis nos sites.

Preço, descrição de produtos, horários, disponibilidade, serviços, localização e diversas outras informações precisam estar organizadas de maneira que sistemas automatizados consigam interpretá-las.

Isso aumenta a importância de elementos técnicos que muitas vezes passam despercebidos pelo usuário comum.

Estrutura semântica, dados estruturados, APIs, performance e organização das informações passam a ter ainda mais valor.

O próximo visitante do seu site pode ser uma IA

Imagine uma pessoa dizendo:

“Encontre uma empresa em Salvador que desenvolva um sistema para minha empresa, analise os serviços oferecidos e selecione três opções.”

Uma inteligência artificial poderia realizar toda essa pesquisa.

Nesse cenário, cada empresa teria interesse em garantir que seu site forneça informações suficientes para que o agente consiga encontrá-la, entender o serviço oferecido e considerá-la entre as opções.

A lógica também pode chegar ao comércio eletrônico.

Um usuário poderia pedir:

“Encontre um tênis com determinadas características por até R$ 500 e compre a melhor opção.”

Parte da jornada de compra passaria a acontecer diretamente entre sistemas.

SEO pode ganhar uma nova camada

Durante anos, empresas aprenderam a otimizar páginas para mecanismos de busca.

Agora começam a surgir discussões sobre como preparar conteúdos para mecanismos baseados em inteligência artificial.

Ferramentas como ChatGPT, Gemini e outros assistentes já participam da descoberta de produtos, empresas e informações.

A tendência amplia a importância de conteúdos claros, informações confiáveis e páginas tecnicamente bem organizadas.

Estamos entrando em uma web preparada para agentes

A internet já passou por grandes mudanças de comportamento.

O crescimento dos smartphones tornou páginas responsivas praticamente obrigatórias. As redes sociais alteraram a distribuição de conteúdo. Os mecanismos de busca moldaram a maneira como sites organizam suas informações.

Os agentes de inteligência artificial podem representar outra mudança relevante.

Pessoas continuarão acessando sites normalmente.

Ao mesmo tempo, uma parcela crescente das interações digitais poderá ser intermediada por sistemas inteligentes.

Para empresas, isso cria uma nova pergunta:

se uma inteligência artificial visitar o seu site hoje, ela consegue entender exatamente o que sua empresa faz?